No Jardim Da Poesia

de Paulo Maurício G. Silva

Textos

A ESPERA INÚTIL

 

Abro a janela, num matiz de luz,
aspiro a noite mal iluminada.
A brisa murmurante me seduz,
feito carícia leve, delicada…


Em tudo se descreve, se traduz,
a grande solidão da madrugada;
as árvores de finos ramos nus,
as folhas deslizando na calçada.


Às vezes, uma flor ao abandono,
pedaços do luar de fim de outono,
são coisas ao redor, que vão e vêm,


sem distinção qualquer ou paradeiro,
enquanto, sob a luz do lampadeiro,
espero ainda aparecer alguém...

Paulo Maurício G Silva
Enviado por Paulo Maurício G Silva em 19/06/2024
Alterado em 27/06/2026


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