SUBLIME E PROFANO
Meus olhos trazem chamas delirantes,
pobres chamas, a súplica carnal;
os teus, uma pureza virginal
a cintilar em todos os instantes...
E caem tuas vestes, deslizantes,
decai minha razão habitual...
Teu corpo é feito um céu material,
tocado pelas minhas mãos constantes...
Meus lábios em teus lábios delicados,
meus braços enlaçando-te, apertados,
as sombras a rolar em convulsão...
E o clímax... infreável, sem apelos...
Então acaricias meus cabelos
como um gesto suave de perdão.