CAOS
Densa fuligem sopra o que restou,
a luz difusa mal no céu se vê...
O vasto chão inteiro se rachou...
O vento errante o lê, depois relê.
A solidão circunda o que ficou,
jaz em escombros tudo o que se crê.
Nem um soluço, um pranto... assim me vou
neste vazio, sem saber por quê...
O cenário recorda sem parar
o fogo que o lambeu e o consumiu...
A alma tenta de novo respirar...
Não sei que espécie minha ressurgiu.
Carrego meus pedaços devagar
no horizonte de um mundo que ruiu...