IMPRESSÕES NA NOITE
Nas sombras, algo se aproxima lento,
o medo já querendo me tocar...
E vejo em certo canto um movimento...
É um rato com olhinhos a brilhar.
O ar fétido se move com o vento,
ouço uma voz distante murmurar...
Olho ao redor, mas logo perco o intento.
E a solidão prossegue, a me cercar.
A noite é feito um manto de incerteza,
e eu sou alguém que por ali vagueia...
A lâmpada na esquina treme, acesa,
a mosquitada aplaude a cena feia...
Sem pressa de chegar, sem sutileza,
meu passo embriagado cambaleia.