TARDE…
Ela me traz a frágil alegria
que surge em meio às coisas dolorosas,
feito leveza de asas vagarosas
pousadas sobre um ramo em agonia,
a brisa de verão que acaricia
as árvores estéreis, tortuosas,
o lume das manhãs maravilhosas
nas telhas da esquecida moradia...
O vago encanto, a estranha sensação
de sombra despontando sobre o chão,
enquanto o dia morre sem alarde...
De flores no caminho, sem ninguém.
A frágil alegria, enfim, de alguém
que surge em minha vida, embora tarde...