No Jardim Da Poesia

de Paulo Maurício G. Silva

Textos

A MÃO DO COVEIRO

Essa mão que a dureza lapidou
com a marca das rústicas jornadas,
tem as unhas que a terra maculou,
traz histórias de vida não contadas.

Não é mão que o lavor abandonou,
mas de alguém que pegou em mil enxadas...
Cada calo, aspereza que ficou,
é um registro de lutas já findadas.

Não é mancha a sujeira, mas memória
de quem realizou a trajetória,
encontrando descanso que conforte.

E, com letras ruins, sem pretensão,
o afazer se compara, nessa mão,
ao poema que brota até da morte...

Paulo Maurício G Silva
Enviado por Paulo Maurício G Silva em 02/05/2026
Alterado em 10/07/2026


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