No Jardim Da Poesia

de Paulo Maurício G. Silva

Textos

NA CATEDRAL

Na velha catedral de tom cinzento,
o sino chora tristes badaladas.
Os anjos são estátuas com espadas.
A torre sonda o negro firmamento.

E reza longamente a voz do vento.
As folhas rumorejam nas escadas.
Elevam-se em confusas revoadas...
E perdem-se no espaço nevoento.

Os galhos tecem teias assombrosas.
Parecem uma tísica urdideira...
E soam as corujas lastimosas,

e soa a meia-noite, costumeira.
E as velas crepitantes, lacrimosas,
expressam minha crença derradeira...

Paulo Maurício G Silva
Enviado por Paulo Maurício G Silva em 02/05/2026
Alterado em 29/06/2026


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