ALLEGORY
A trapezista faz desenhos no ar,
repleta de elegância, sem temor.
Malabaristas ouvem o clamor,
fazendo esferas límpidas girar.
Na roda decorada com primor,
o atirador de faca afia o olhar.
O mágico, com lenço a flutuar,
faz desaparecer alguma flor.
E ao longe tudo é tão comum, fugaz...
Chegam aplausos que a distância traz
da vida em festa, cheia de apogeu.
Ali sozinho, enquanto tudo passa,
um palhaço nostálgico, sem graça,
retira a maquiagem lúdica: eu!