O HOMEM SÓ
No quarto de impressões sutis agora,
o homem misterioso pensa em vão…
Ele guarda a fatal recordação
dos dias que partiram sem ter hora.
A tarde na janela já descora…
As luzes desfalecem, desde então;
as cores transmudando em lentidão
são toques enigmáticos lá fora…
E ele mantém, na sua consciência,
o mesmo pensamento desolado,
a mesma nostalgia de lembrar.
Enquanto o dia vai perdendo essência,
o que lhe resta é apenas o passado:
uma sombra findando devagar.