O TRIGAL
O bom trigal rumorejante e brando,
com vagarosos movimentos, dança…
E o sol espalha luzes, retocando
sublimemente a imensidade mansa.
Os múltiplos pendões, de quando em quando,
inclinam-se aos caprichos da mudança…
O vento serpenteia, murmurando,
agita-se de leve… e enfim descansa.
O poente tremula na campina,
as sombras distanciam-se consigo,
a seara repousa junto à estrada.
Ao longe, na varanda pequenina,
alguém descerra um livro muito antigo
e pronuncia a página sagrada.